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Hash, Blocos e Criptografia: os pilares da Segurança na Blockchain

Olá, pessoal, tudo bem por aí? Bora falar um pouco sobre segurança na blockchain? Decidi abordar esse tema porque geralmente quando aparece conteúdo sobre criptomoedas e da blockchain a palavra “segurança” aparece o tempo todo no contexto. E com razão! Afinal, estamos falando de dinheiro digital e informações importantes. É normal, quando iniciamos nossas pesquisas sobre investimento em criptomoedas pensarmos: “Mas como é que eles garantem que ninguém vai roubar meus Bitcoins ou mudar o registro de uma transação?” A resposta está em três pilares fundamentais que são as peças-chaves por trás da segurança da blockchain: o Hash, os Blocos e a Criptografia.

Eu sei que esses nomes podem soar um pouco técnicos, tirando a criptografia que é mais comum pra gente, mas prometo que vou explicar daquele jeitinho simples, com exemplos do nosso dia a dia, para vocês entenderem como essa tecnologia funciona e por que ela é tão confiável. Então, vamos lá!

O que é Hash na blockchain?

Para começarmos a entender sobre a segurança na blockchain acho interessante começarmos pelo Hash, que é a base de tudo. Imaginem que cada pedacinho de informação que existe no mundo digital, seja uma foto, um documento de texto, uma música ou até mesmo uma transação de criptomoedas, tem uma espécie de “impressão digital” única e inconfundível. Essa impressão digital é o hash 😎

Pensa comigo: se você tem um documento importante e quer ter certeza de que ninguém alterou ele, você pode criar um código único para ele. Se uma única letra for mudada nesse documento, o código muda completamente. É exatamente isso que o hash faz! Ele é um código alfanumérico (uma sequência de letras e números) gerado por uma função matemática super complexa, chamada de função hash criptográfica. Essa função pega qualquer tipo de dado de entrada, não importa o tamanho, e transforma em uma saída de tamanho fixo.

Exemplo do Hash em uma transação (peguei aleatoriamente no Etherscan para vocês visualizarem)

Eu gosto de usar o exemplo de uma receita de bolo. Se você tem uma receita e muda um ingrediente nela, o bolo final vai ser diferente, certo? O hash funciona de forma parecida. Se você tem um conjunto de dados e altera um único caractere, o hash gerado para esses dados será totalmente diferente. Isso é o que chamamos de efeito avalanche: uma pequena mudança na entrada causa uma grande mudança na saída do hash.

Por que o Hash é importante para a Blockchain?

Na blockchain, o hash é o que garante a integridade e a imutabilidade dos dados. Cada bloco de transações na blockchain contém o hash do bloco anterior. É como se cada página do nosso “caderno mágico” (lembra dessa expressão que usamos no post anterior?) tivesse um selo que comprova que ela está ligada à página anterior, e que nenhuma delas foi adulterada.

Então, se alguém tentar mudar uma transação em um bloco antigo, o hash daquele bloco já vai mudar. Consequentemente, o hash do próximo bloco (que inclui o hash do anterior) também muda, e assim por diante, quebrando toda a cadeia. Isso alertaria a rede imediatamente sobre a tentativa de fraude.

Para mim, o hash é a primeira linha de defesa da blockchain. É ele que dá a certeza de que a informação que está lá é a mesma que foi registrada, sem nenhuma alteração. É uma ferramenta simples na sua essência, mas muito poderosa para construir sistemas seguros e confiáveis.

O que são os blocos?

Depois de entender o que é um hash, o próximo passo para entermos a segurança da blockchain é compreender os blocos. Eles funcioam como as páginas de um livro de registros muito especial, um livro que nunca pode ser alterado e que é compartilhado por todos. Cada uma dessas páginas (blocos) é preenchida com informações, principalmente transações, e uma vez que está cheia, ela é “fechada” e adicionada ao livro.

Exemplo fácil para entender

Imagina que você está em uma fila de banco, e cada vez que uma transação é feita (um depósito, um saque, uma transferência), ela é anotada em um formulário. Quando um monte de formulários é preenchido, eles são agrupados em um pacote. Esse pacote é o nosso “bloco”. Na blockchain, esses pacotes de transações são verificados e, uma vez validados, são selados com um hash e adicionados à cadeia existente. Lá na imagem que coloquei explicando sobre o Hash, também que o bloco (block).

Ah, muito importante: cada bloco não contém apenas as transações. Ele também carrega o hash do bloco anterior. É essa ligação, essa “corrente” de hashes, que dá o nome à blockchain (cadeia de blocos). É como um trem, gente: cada vagão (bloco) está cheio de passageiros (transações) e está firmemente conectado ao vagão da frente. Se você tentar remover ou alterar um vagão no meio do trem, a conexão se rompe, e todo mundo percebe que algo está errado. Essa interconexão é o que torna a blockchain tão resistente a fraudes. Fala sério! Esse exemplo te fez entender o que é bloco, né?

A Importância blocos na blockchain

Eu diria que o grande “tcham” dos blocos está na sua sequência e na forma como eles são validados. As transações dentro de um bloco são verificadas pelos participantes da rede (os mineradores no Proof of Work, ou os validadores no Proof of Stake, vou fazer um post sobre eles mais tarde). Sempre que um bloco é validado e adicionado à cadeia, ele se torna uma parte permanente do histórico. É como se a tinta secasse e a página fosse selada para sempre. Ninguém mais pode voltar atrás e mudar o que foi escrito porque isso alteraria o hash do bloco, e consequentemente, de todos os blocos seguintes, invalidando a cadeia.

Essa característica de “adicionar e nunca mais mudar” é o que se chamam de imutabilidade. É por isso que a blockchain é tão confiável para registrar informações importantes.

Criptografia: o escudo invisível que protege seus dados

Agora que vocês já sabem o que é um hash e como os blocos se encaixam, vamos falar do terceiro pilar da segurança da blockchain: a criptografia. Para quem acha que criptografia é coisa de filme de espião, saiba que ela está muito mais presente no nosso dia a dia do que imaginamos e, na blockchain, ela é o escudo invisível que protege todas as informações.

O que é criptografia de verdade?

Pessoal, em termos simples, a criptografia é a arte de transformar informações em um código ilegível (o “texto cifrado”), de forma que apenas pessoas autorizadas possam decifrá-lo. É como se você escrevesse uma mensagem secreta usando um código que só você e seu amigo conhecem. Se outra pessoa pegar a mensagem, ela não vai entender nada.

Nós usamos criptografia o tempo todo, mesmo sem perceber. Quando acessamos nosso banco online, quando mandamos uma mensagem pelo WhatsApp (eles dizem, né) ou quando fazemos uma compra na internet, a criptografia está lá, protegendo nossas informações. Na blockchain, ela é usada de várias formas para garantir a segurança e a privacidade. Vejam:

  • Geração de Hashes: As funções hash que geram as “impressões digitais” dos blocos são funções criptográficas. Elas são projetadas para serem unidirecionais (difíceis de reverter) e resistentes a colisões (muito difícil encontrar duas entradas diferentes que gerem o mesmo hash).
  • Chaves Públicas e Privadas: Esse é um conceito super importante, gente. Na blockchain, você tem um par de chaves: uma chave pública (que é como o seu endereço de e-mail, que você pode compartilhar com todo mundo, mas ela geralmente é um monte de letras e números) e uma chave privada (que é como a sua senha secreta, que você nunca deve compartilhar). A criptografia garante que uma transação só pode receber autorização com a sua chave privada, mas pode ser verificada por qualquer um usando a sua chave pública. É como se eu assinasse um documento com uma caneta “mágica” que só eu tenho, mas qualquer um pode ver que a assinatura é minha (não sei se ficou fácil de entender 😬)
  • Assinaturas Digitais: Quando você faz uma transação na blockchain, ela é “assinada digitalmente” com a sua chave privada. Essa assinatura é um código criptográfico que prova que você é o dono dos fundos e que autorizou aquela transação.

Por que a criptografia é o guardião da Blockchain?

Simplesmente porque ela garante que as transações sejam autênticas, que os dados sejam confidenciais (quando necessário) e que a integridade da rede permaneça. É por causa dela que a gente pode confiar em um sistema que não tem um intermediário central.

Gente, depois deste artigo, vocês entenderam os pilares que sustentam a segurança da blockchain? Está bem claro o que o Hash, os Blocos e a Criptografia?

É essa combinação de conceitos que torna a blockchain tão robusta, transparente e resistente a fraudes. Ela nos permite que a gente construa sistemas onde a confiança não está em um intermediário, mas na própria matemática e na colaboração de uma rede distribuída. É um salto gigantesco em termos de segurança e autonomia digital, concordam?

Se mesmo depois desses exemplos alguém ainda tiver dúvidas, não se intimide! É só perguntar que vamos responder com o que podemos contribuir e, caso não possamos, vamos em busca da resposta, combinado?

Até a próxima!

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